“Se, mesmo sabendo
quem eu procure, não consigo achar como vou achar quem eu procuro se nem sei
como é?”
Martín (Javier Drolas) é um criador de websites com síndrome
do pânico que se isola em seu apartamento mantendo assim um mínimo contato com
o mundo exterior indo apenas onde seus pés podem o levar, pois devido sua fobia não é capaz de usar nenhum meio de
transporte. Resume sua vida em internet, vídeo-game e, ocasionalmente,
desastrosos encontros arranjados em sites de relacionamentos.
Mariana (Pilar Lopes de Ayala) é uma arquiteta que nunca
projetou nada. Ganha a vida decorando vitrines e está se adaptando a estar
novamente sozinha após terminar um relacionamento de 4 anos. Devido a sua fobia
a multidões e elevadores, se isola em seu apartamento, no 8º andar.
Após alguns minutos de filme é impossível não pensar que os
dois são perfeitos um para o outro. Só tem um detalhe: eles não se conhecem. Ao
acompanhar a rotina do casal em meio a problemas pessoais e decepções amorosas,
nos vemos torcendo pelo momento em que eles finalmente se vejam.
Medianeras – Buenos Aires na
Era do Amor Virtual narra de maneira divertida e cativante as
desventuras e desencontros dessas duas almas solitárias em uma sociedade onde
as pessoas, apesar de viverem cada vez mais próximas, nunca estiveram tão
afastadas. Mostra também uma Buenos Aires única e particular, fazendo assim que
nos encantemos com seus detalhes.
“Quando vamos ser uma
cidade sem fios? Que gênios esconderam o rio com prédios e o céu com cabos? Tantos
quilômetros de calos servem para nos unir ou para nos manter afastados, cada um
no seu lugar? [...] Do trabalho você vai poder aumentar a temperatura da sua
casa. Claro, ninguém vai esperar você com a casa quentinha. Bem-vindos à era
das relações virtuais.”

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVale muito a pena assistir...
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